quarta-feira, 11 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Catarina Furtado em " Dar a vida sem morrer"

“Eu tenho de fazer uma ginástica enorme, aqui no diafragma, e de contrair aqui, porque acho que não tenho direito nenhum a deitar uma lágrima sequer ao pé daquelas pessoas. Se ela não choram porque são educadas para não chorar, para calar o sofrimento, quem sou eu?”
Catarina Furtado em “Dar a vida sem morrer”, RTP

Dar a vida sem morrer

"Dar vida sem Morrer" é o primeiro de três documentários sobre o antes e o depois da implementação de um projecto que tem como objectivo a Redução da Mortalidade Materna e Neonatal na Guiné Bissau, um país onde esta mortalidade é extremamente elevada, especialmente nas zonas de Oio e Gabú,. Este projecto resulta de uma parceria pela RTP e a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Parte do financiamento deste projecto provém da emissão de solidariedade do programa "Dança Comigo por uma boa causa", cujos donativos oferecidos pelos espectadores da RTP (250.000 euros) reverteram para o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), organismo que irá ter a responsabilidade de coordenar o projecto no terreno. Também o IPAD, na pessoa do Sr. Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Dr. João Gomes Cravinho fez questão de se juntar a esta causa e deu igual montante (250.000 euros).

Vão beneficiar desta verba total de 500.000 euros, dois hospitais maternidades e 31 centros de saúde, quer através da construção de um bloco operatório; da entrega de ambulâncias, da colocação de painéis solares; da distribuição de todo o tipo de materiais que envolvem a vida reprodutiva da mulher e o parto e, ainda, na formação de técnicos especializados nesta área.

Este primeiro documentário mostra a realidade actual de adolescentes mães e das condições mais que precárias em que são feitos os partos e da vulnerabilidade da vida dos bebés guineenses.

Lost! - Coldplay

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ser Bombeiro Voluntário

Ser Bombeiro Voluntário é uma das mais nobres funções que um ser humano pode exercer enquanto vivo.
Estar disponível a qualquer hora e em qualquer situação, sem remuneração, deveria ser entendido pelo resto da população como um acto a valorizar e não a desvalorizar.
Entendo o ser Bombeiro Voluntário como uma missão, um serviço e uma obrigação pois se recebemos formação para determinadas situações não sabemos onde e quando temos de por em prática esse nosso saber.
Enquanto estive por terras do Continente, mais propriamente por terras de trás-os-montes, procurei aprender uma realidade que ainda não sentimos aqui nos açores a realidade dos Incêndios Florestais.
Lembro-me que no início muitos acharam-me louco, talvez o seja mas não sei ouvir uma sirene e ficar pávido e sereno como se não fosse nada comigo. A primeira vez que ouvi a sirene no continente estava eu em Mirandela, de imediato acorri ao quartel perguntando se podia ser útil, tinha 6 meses de bombeiro. Era um Incêndio Florestal que estava a deflagrar e que estava a por em perigo habitações, O Comandante da Corporação de Mirandela, olhou para mim e disse, “…não temos farda disponível…” ao qual respondi tenho a minha farda no carro e ele disse “… então seja bem vindo…. “.
Na Cidade de Vila Real foi mais ou menos a mesma situação apresentei-me no quartel dos Bombeiros Voluntários da Cruz Verde expliquei que estava a viver lá, que era Bombeiro nos Açores e logo aceitaram-me como um deles.
Mais tarde quando fui estagiar para Murça pedi ao Comandante dos Bombeiros Voluntários de Murça autorização para intervir juntamente com os seus homens ao qual também fui aceite.
Nestas 3 Corporações de Bombeiros aprendi um pouco de tudo, a realidade dos Incêndios Florestais, dos acidentes da famosa IP4, e de toda a envolvencia que este tipo de situação trás.
Sinto-me mais rico no saber enquanto Bombeiro e Pessoa, tive a oportunidade de fazer amigos que nunca esquecerei e que não vou dizer os seus nomes para não falhar nenhum, por isso agradeço a todos os elementos das Corporações de Mirandela, Cruz Verde e Murça, nas pessoas dos seus Comandos, especialmente ao Comandante Joaquim Teixeira de Murça, ao Comandante Mota da Cruz Verde e o seu 2ºComandante o meu amigo Miguel, e seus Adjuntos Eduardo, este com um abraço especial, e o Adjunto Joaquim.
Agradeço a oportunidade que me deram, espero que continuem a dar com o mesmo espírito o vosso máximo ás corporações.
E agora que prevêem um mês de Agosto quente um bom trabalho para vocês e sabem que se necessitarem e só apitar.
Ser Bombeiro Voluntário é uma das mais nobres funções que um ser humano pode exercer enquanto vivo.
Estar disponível a qualquer hora e em qualquer situação, sem remuneração, deveria ser entendido pelo resto da população como um acto a valorizar e não a desvalorizar.
Entendo o ser Bombeiro Voluntário como uma missão, um serviço e uma obrigação pois se recebemos formação para determinadas situações não sabemos onde e quando temos de por em prática esse nosso saber.
Enquanto estive por terras do Continente, mais propriamente por terras de trás-os-montes, procurei aprender uma realidade que ainda não sentimos aqui nos açores a realidade dos Incêndios Florestais.
Lembro-me que no início muitos acharam-me louco, talvez o seja mas não sei ouvir uma sirene e ficar pávido e sereno como se não fosse nada comigo. A primeira vez que ouvi a sirene no continente estava eu em Mirandela, de imediato acorri ao quartel perguntando se podia ser útil, tinha 6 meses de bombeiro. Era um Incêndio Florestal que estava a deflagrar e que estava a por em perigo habitações, O Comandante da Corporação de Mirandela, olhou para mim e disse, “…não temos farda disponível…” ao qual respondi tenho a minha farda no carro e ele disse “… então seja bem vindo…. “.
Na Cidade de Vila Real foi mais ou menos a mesma situação apresentei-me no quartel dos Bombeiros Voluntários da Cruz Verde expliquei que estava a viver lá, que era Bombeiro nos Açores e logo aceitaram-me como um deles.
Mais tarde quando fui estagiar para Murça pedi ao Comandante dos Bombeiros Voluntários de Murça autorização para intervir juntamente com os seus homens ao qual também fui aceite.
Nestas 3 Corporações de Bombeiros aprendi um pouco de tudo, a realidade dos Incêndios Florestais, dos acidentes da famosa IP4, e de toda a envolvencia que este tipo de situação trás.
Sinto-me mais rico no saber enquanto Bombeiro e Pessoa, tive a oportunidade de fazer amigos que nunca esquecerei e que não vou dizer os seus nomes para não falhar nenhum, por isso agradeço a todos os elementos das Corporações de Mirandela, Cruz Verde e Murça, nas pessoas dos seus Comandos, especialmente ao Comandante Joaquim Teixeira de Murça, ao Comandante Mota da Cruz Verde e o seu 2ºComandante o meu amigo Miguel, e seus Adjuntos Eduardo, este com um abraço especial, e o Adjunto Joaquim.
Agradeço a oportunidade que me deram, espero que continuem a dar com o mesmo espírito o vosso máximo ás corporações.
E agora que prevêem um mês de Agosto quente um bom trabalho para vocês e sabem que se necessitarem e só apitar.

ANDRÉ ÁVILA

BOMBEIROS VOLUNTARIOS

Em 18 de Setembro de 1868 em reunião realizada na Farmácia dos Irmãos Azevedos, no Rossio, em Lisboa, foi criada a primeira Companhia de Bombeiros Voluntários e, com esta, a primeira associação humanitária de bombeiros voluntários.

Ao longo dos 140 anos da sua existência, o movimento das associações humanitárias de bombeiros voluntários registou um grande crescimento, um pouco por todo o país.

Actualmente, existem 436 associações deste tipo no Continente e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, congregando nas suas fileiras cerca de um milhão e duzentos mil portugueses, entre associados, dirigentes e bombeiros voluntários. Estas instituições são anualmente responsáveis por 80% da totalidade dos actos de socorro prestados à população.

O voluntariado nos Bombeiros constitui-se como um sólido meio de integração e inclusão social, contribuindo activamente para a construção de uma sociedade coesa e solidária.
O voluntariado nos Bombeiros, possibilita que os indivíduos adquiram e desenvolvam competências, no contexto de uma formação cada vez mais exigente e diversificada, sendo este tipo de voluntariado, por isso, um importante instrumento na estratégia de aprendizagem ao longo da vida.
O voluntariado nos Bombeiros representa uma forma das pessoas se empenharem na missão suprema de defesa de vidas e bens, o mesmo é dizer, exercerem uma cidadania activa e responsável, alicerçada nos valores da solidariedade, da partilha, do trabalho de equipa e da disciplina funcional.

Para assegurar o futuro das associações humanitárias de bombeiros e do voluntariado que enquadram, impõe-se concretizar os seguintes objectivos, entre outros:

Promover o reconhecimento social dos cidadãos que desempenham funções voluntárias nestas instituições, nomeadamente através de acções de divulgação da sua actividade, junto da sociedade em geral, bem como através da concessão de incentivos, enquanto investimento real da comunidade neste movimento de serviço público;
Definir um novo modelo de financiamento das associações humanitárias de bombeiros, enquanto base para o seu desenvolvimento sustentado, bem como promover a formação contínua de todos os intervenientes, ao nível associativo e operacional, tendo em vista atingir o objectivo de excelência no desempenho e cumprir o lema “Voluntários por opção, Profissionais na acção”;
Mobilizar os poderes públicos e os agentes económicos, na viabilização das adequadas condições para o apoio ao cumprimento da missão do voluntariado nos Bombeiros;
O voluntariado nos Bombeiros está confrontado com o desafio de se reinventar, no modelo e na forma. Porém ele continua vivo e detém um grande potencial para se desenvolver;
Firmes nesta convicção, apostamos na promoção dos valores em que o voluntariado nos Bombeiros se alicerça, em especial junto da juventude de Portugal;
Os portugueses, todos os portugueses, podem continuar a contar com as estruturas de bombeiros voluntários e com o espírito de serviço que motiva todos os cidadãos nelas envolvidos;
Continuaremos fieis ao ideal de serviço público voluntário, honrando todas as gerações que há mais de um século a ele se entregam devotadamente, com independência e autonomia dos poderes políticos e económicos e apenas subordinados aos superiores interesses dos nossos concidadãos de qualquer convicção politica ou religiosa, raça ou género.

O que é um Centro de Voluntariado?

É uma associação civil sem fins lucrativos, que tem como missão incentivar e consolidar a cultura e o trabalho voluntário, mobilizando as pessoas que querem fazer um trabalho voluntário, e quando for o caso, fazendo a ponte com as organizações sociais que precisam de voluntários para a melhoria da qualidade de vida da cidade onde está localizado.